Essa matéria contém informações de fatos ainda não ocorridos nas cronologias Marvel e DC publicadas no Brasil, podendo ser consideradas como spoilers para alguns leitores.
Há bem pouco tempo vazou uma notícia de que Skaar (o filho alienígena de Bruce Banner) assumiria o posto e o título do pai como o novo “verdão” oficial do universo Marvel.

Tal notícia, por si só e isoladamente, cairia como uma bomba para os fãs da nona arte. Mas, peraí! Não foi o Daken (filho do tão querido Logan) que tomou para si o título de Wolverine logo após a Invasão Secreta? Pouco antes disso, não foi o até então falecido Bucky Barnes (parceiro mirim, e quase um filho de Steve Rogers) que assumiu o título de Capitão América? E não teria sido Dick Grayson (o filho adotivo e primeiro discípulo de Bruce Wayne) que tomou posse do manto do morcego?
Muitos podem considerar essa como uma grande jogada de marketing para recauchutar e modernizar tantos personagens que já estão aí há décadas (alguns ostentando belos 50 e até 70 anos nas costas). E, realmente, eles não estão de todo errados.
A medida adotada pelas indústrias das HQ’s tem por pretensão não somente resolver a celeuma acima exposta, mas também solucionar problemas que já estão batendo às suas portas: como a questão dos direitos autorais de determinados personagens, que já estão perto de cair em domínio público; e a dificuldade de atrair uma nova geração de leitores em tempos de entretenimentos muito mais dinâmicos e atraentes que a velha e “chata” leitura, principalmente em se tratando de personagens tão amarrados em cronologias de quase ou mais de meio século de histórias.
Diante de tantas complicações a “sacada” poderia ser vista como a velha e brilhante solução do acertar vários coelhos com uma cacetada só. Mas, infelizmente, isso já foi tentado antes.
Bruce Wayne já esteve fora de ação e foi substituído por Dick Grayson outrora; Oliver Queen (o Arqueiro Verde) já passou a bola para o seu filho Connor Hawke nos anos 90, e até o Capitão América e o Lanterna Verde já haviam perdido seus postos para os então desconhecidos John Walker e Kyle Rayner.
Então, o que os faz pensar que uma tentativa fracassada anteriormente poderia lograr êxito agora? Simples! Parte da falha ocorreu por pura e mera falta de ousadia dos escritores e editores da década passada, que, ao sentirem as primeiras quedas de vendas e o clamor dos leitores pelo retorno dos heróis clássicos, cederam de imediato (salvas raras exceções que duraram mais um tempo).
Outra falta cometida foi a mudança tão abrupta que ocorreu entre os protagonistas das séries, simplesmente afastando ou dando sumiço nos clássicos e logo apresentando goela abaixo os novatos, o que acabou gerando a rejeição de alguns leitores.
Talvez – e somente talvez – as falhas apontadas tenham sido corrigidas. Bruce Banner não morreu ou desapareceu, podendo participar das histórias enquanto for necessária a fase de adaptação. Logan não deixou de ser o Wolverine, podendo, inclusive, servir de mentor para Daken no futuro.
Enfim, diversos casos e situações ainda podem ser revistos ou melhor trabalhados para não deixar a passagem da água para o vinho parecer tão milagrosamente suspeita.
Talvez agora a coisa engrene e haja a mudança de fato. Talvez...




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Realmente não o mencionei por achar que a sua citação incorreria no artigo ficar gigantesco (já que o mesmo mereceria até um capítulo à parte). Assim, preferi aguardar o comentário de alguém sobre ele para fazer aqui a minha homenagem.
Infelizmente, e apenas para comprovar que a minha teoria das falhas justificadas tem fundamento, Wally poderia ter sido o maior caso de sucessão a dar certo nos quadrinhos, se não fosse a velha falta de originalidade e ousadia dos editores.
Enfim, o cansativo morre-ressucita tão perfeitamente lembrado pelo Kako é mais um desmembramento deste tema que merece um artigo especial, na minha opinião. Fica aqui a sugestão para quem desejar fazê-lo (senão eu mesmo faço no futuro. hehe).
Acho interessante a evolução de personagens. A substituição natural de heróis por seus pupilos... Principalmente se ocorrer como vc cita, não de modo abrupto e radical (em especial com mortes q sabemos q não serão eternas) e sim gradual e com o devido acompanhamento.
Por isso concordo com o Kakô, as mortes-retornos de certos personagens são tão sem sal q mesmo nos próprios quadrinhos existem "piadas" de q já estão esperando retornar... Podemos ver isso na elegia durante o funeral (SPOILER ALERT refernte a Crise Final 2) do Caçador de Marte.
Em tempo: Vale lembrar um caso q aparentemente vinha dando certo... Mas já soube q o original está para voltar: um certo corredor escarlate da DC q tinha assumido e permanecido com o manto de seu mentor após sua morte histórica.
Acho que ninguém precisa conhecer a fundo a vida do Bruce Wayne para poder existir um Batman. É só saber o básico. Renovar é preciso.
Só que é muito chato o morte-ressucita de muitos personagens.